Ilegalidades e repressão não escondem grande greve dos ferroviários: a luta continua!

 

 mini-_dsc0033.jpgmini-_dsc0073.jpgContra o Redução dos Salários!

 Requerimentos entregues hoje na AR dirigidos ao MOPTC e ao MTSS

 

Por todo o país, a greve do sector ferroviário afectou significativamente a circulação, registando adesões superiores a 80% em muitos locais de trabalho. A EMEF do Entroncamento aderiu à luta a 90%. Na CP Carga a circulação está praticamente paralizada desde as 24.00 de ontem. Nas redes urbanas de Lisboa e Porto entre as 24.00 e as 10.00 realizaram-se apenas os serviços mínimos (25%). Os primeiros Alfas e Intercidades foram suprimidos. No Sul do país até às 10.00 a circulação encontrava-se suprimida. Para tentar intimidar os ferroviários, estas 4 Empresas (tuteladas pelo Governo!) envolveram-se num frenesim de ilegalidades que roçam a irresponsabilidade e demonstram um sentimento de inimputabilidade perigoso e anti-democrático. Por todo o país, forçaram a ilegal substituição de trabalhadores em greve, chegando ao cúmulo de expulsar do CCO de Braço de Prata os trabalhadores grevistas que estavam a assegurar os serviços mínimos para os substituir (ilegalmente e irresponsavelmente, repetimos!) por quadros superiores da empresa que furaram a greve.

O deputado do PCP Bruno Dias, perante a denúncia do piquete de greve, deslocou-se de imediato ao CCO, onde confrontou os responsáveis com as ilegalidades que estavam a ser cometidas, e assumiu o compromisso de confrontar o Governo e as restantes entidades públicas com estas ilegalidades. As entidades que em teoria deveriam assegurar a segurança ferroviária, o cumprimento das leis do trabalho, e o cumprimento da lei em geral, apesar de chamadas a intervir pelo piquete de greve escusaram-se a fazer cumprir a lei!

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