Governo admite encerrar mais três hospitais na Zona Ocidental!

mini-785.jpgOs jornais referem como certo «o encerramento das
unidades de São Francisco Xavier e Egas Moniz, ambas no concelho de
Lisboa, e de Santa Cruz, em Carnaxide, no concelho de Oeiras».
Os lóbis da construção civil, da
especulação imobiliária e da gestão privada dos serviços de Saúde em
Portugal têm muita força, as zonas de implantação de unidades
hospitalares constituem apetecíveis oportunidades de especulação
imobiliária (seja pela dimensão, seja pela localização) e o Governo já
deu provas de que é totalmente permeável às suas arremetidas. A
confusão entre os dois campos, o público e o privado, e a subversão dos
seus papéis com a concordância do Governo servem os interesses do
grande capital, não os dos utentes e do Povo Português.




A CDU reafirma a sua firme oposição a esta política economicista e à
abertura de condições para o agravamento da especulação imobiliária em
Lisboa com reflexos igualmente negativos na assistência médica e na política de habitação da Cidade.



Mais um anúncio de encerramento de três hospitais da Zona Ocidental
Governo «deita o barro à parede»
Especulação imobiliária anuncia-se com antecedência
H. São Francisco Xavier tem 22 anos!

Os jornais referem como certo «o encerramento das unidades de São Francisco Xavier e Egas Moniz, ambas no concelho de Lisboa, e de Santa Cruz, em Carnaxide, no concelho de Oeiras».
 
Esta notícia aparece sistematicamente.
 
E de quando em vez aparecia um desmentido.
 
Desta vez, é o mesmo responsável da Administração Regional de Saúde que de manhã diz à imprensa que o Governo está à procura de alternativa para estes três hospitais e à tarde emite um comunicado oficial em que afirma que «nada está decidido»…
 
Ou seja: os «homens de mão» vão à frente a lançar o barro à parede a ver se resulta.

No que toca ao fundo da questão, importa deixar claro que:

 
1.As populações de Lisboa Ocidental, como outras, estão muito mal servidas de cuidados hospitalares e de serviços de saúde.
 
2.A política de direita utiliza argumentos de ordem económica para tentar justificar esta política de encerramento de serviços públicos.
 
3.Os hospitais e sua capacidade para servir os utentes devem ser reforçados.
 
4.Concretamente, o Hospital de São Francisco Xavier, ao Restelo, foi inaugurado – com as peripécias que se recordam – há apenas 22 anos. Estava-se em 1987 e a sua inauguração constituiu um insistente argumento eleitoralista de Cavaco Silva e a precipitação com que tudo foi feito o início de um complexo processo judicial envolvendo Costa Freire, o secretário de Estado da então ministra da Saúde Leonor Beleza.
 
5.No tocante ao Egas Moniz, para além de ser um hospital de especialidade, trata-se de um equipamento com várias dezenas de anos e que foi adaptado de valências anteriores (sanatório), mas objecto de importantes remodelações há relativamente poucos tempo, valorizado pelo fácil acesso a uma vasta zona populacional a que dava apoio.
 
6.A antiga Clínica de Santa Cruz conheceu igualmente um processo atribulado de reconversões, sendo contudo de salientar o apoio que deu face ao explosivo crescimento habitacional da zona.
 
7.As soluções a adoptar devem ter sempre como objectivo a defesa e a eficácia do Serviço Nacional de Saúde, a gestão pública dos hospitais e sobretudo a eficácia da assistência (o que significa também acessibilidades em transporte público, nomeadamente) aos seus utentes.
 
8.Os lóbis da construção civil, da especulação imobiliária e da gestão privada dos serviços de Saúde em Portugal têm muita força, as zonas de implantação de unidades hospitalares constituem apetecíveis oportunidades de especulação imobiliária (seja pela dimensão, seja pela localização) e o Governo já deu provas de que é totalmente permeável às suas arremetidas. A confusão entre os dois campos, o público e o privado, e a subversão dos seus papéis com a concordância do Governo servem os interesses do grande capital, não os dos utentes e do Povo Português.

A CDU reafirma a sua firme oposição a esta política economicista e à abertura de condições para o agravamento da especulação imobiliária em Lisboa com reflexos igualmente negativos na assistência médica
e na política de habitação da Cidade.

 
A CDU exige que a CML não «lave as mãos» deste problema e apela à população para que se mobilize
em defesa dos seus direitos

Lisboa, 21 de Janeiro de 2010

CDU da Cidade de Lisboa

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