Avenida da Liberdade bloqueada em benefício da Renault

Continuando uma prática do mandato de António
Costa, a coligação que gere a CML entregou a Avenida da Liberdade a uma
marca de automóveis. No próximo fim-de-semana, os cidadãos de Lisboa não poderão circular no troço principal da estrutura viária da Cidade. A Avenida é transformada numa montra da Renault.

Avenida da Liberdade bloqueada em benefício da Renault

Continuando uma prática do mandato de António Costa, a coligação que gere a CML entregou a Avenida da Liberdade a uma marca de automóveis.

 
No próximo fim-de-semana, os cidadãos de Lisboa não poderão circular no troço principal da estrutura viária da Cidade.
 
A Avenida é transformada numa montra da Renault.
 
Não se conhece qualquer estudo de tráfego nem foi dada nenhuma informação à população da Avenida e zonas circundantes sobre implicações e alternativas.
 
Não estão asseguradas as ligações dos moradores, os quais serão obrigados a dar voltas enormes para fazerem pequenas deslocações.
 
Os comerciantes das lojas da Avenida protestam e com razão.
 
A confirmar-se o ajuntamento de muita gente na zona, como vão ficar as zonas ajardinadas da Avenida – e quem pagará os custos certamente elevados?

Este modelo de gestão da Cidade é errado.

E não é a primeira vez: pelo contrário.

 
Esta decisão vem na sequência dos casos anteriores da Praça das Flores, do Jardim da Estrela, do parque da Bela Vista – e, noutra dimensão mas igualmente grave, o que aconteceu com as iluminações de Natal.

A regra passa a ser simples: quem tiver dinheiro, paga e serve-se da Cidade como a sua montra privativa.

 
Sem respeito por quem vive e trabalha na Cidade de Lisboa.

Lisboa, 21 de Outubro de 2008

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