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A concretização do projeto da Linha Circular do Metropolitano de Lisboa seria um erro colossal, com efeitos negativos significativos nas opções de mobilidade na cidade de Lisboa

  

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A discussão pública do projeto confirmou a oposição das populações mais prejudicadas pela Linha Circular e de muitos técnicos, especialistas em mobilidade.

 

Além dos prejuízos diretos, a Linha Circular implica o protelamento de investimentos, esses sim, necessários e prioritários no desenvolvimento da rede de Metropolitano.

 

Recorde-se que a própria Assembleia da República, em sede de debate do Orçamento de

Estado aprovado para 2020, determinou, relativamente à expansão da rede do Metropolitano de Lisboa, que deveria ser dada prioridade à expansão da rede de metropolitano até Loures, bem como para Alcântara e a Zona Ocidental de Lisboa, suspendendo-se o processo de construção da Linha Circular entre o Cais Sodré e o Campo Grande.

 

Só a obstinação do Governo e da anterior maioria na Câmara Municipal de Lisboa justificou, contra tudo e contra todos, o arranque do projeto.

 

Entretanto, a alteração da composição do executivo municipal, na sequência das últimas eleições autárquicas, torna possível, tendo em conta o posicionamento assumido pelas diferentes forças políticas, a este respeito, durante a campanha eleitoral, que a Câmara Municipal de Lisboa assuma junto do Governo uma oposição ativa à concretização deste erro estratégico, procurando soluções que o evitem, tendo em conta o atual estádio de desenvolvimento do projeto.

 

Assim, por iniciativa dos vereadores do PCP, a Câmara Municipal de Lisboa irá pronunciar-se, na sua reunião privada de amanhã, sobre uma proposta de deliberação que visa:

 

1 – Instar o Governo a determinar ao Metropolitano de Lisboa a suspensão de todo o processo relativo à construção da linha circular, incluindo a instrução ao Metropolitano de Lisboa para não assinar a concessão da obra dos viadutos do Campo Grande;

 

2 – A articulação urgente entre o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa, para identificar as prioridades que devem ser estabelecidas para a rede do Metro, reavaliando o impacto da suspensão imediata das obras da Linha Circular, refazendo projetos e fazendo os estudos de impacto financeiro.

 

3 – No atual contexto de execução da obra, estudar como prioritária a expansão da rede do Metro:

a) A Alcântara e à Zona Ocidental de Lisboa;

b) A ligação a Loures, através da Linha Amarela;

c) A ligação a Benfica através da Linha Verde, via Telheiras.

 

Consulte a proposta 

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