Basta de Injustiças na SPdH – Unidos os trabalhadores vencerão!

Inicia-se hoje a Greve dos trabalhadores da SPdH, que decorrerá durante 1 mês, duas horas por turno. A juntar-se às pressões da administração no sentido de desmobilizar os trabalhadores, o Governo decretou agora serviços mínimos ilegais cujo único propósito é retirar o direito à greve a estes trabalhadores. A Célula do PCP tomou de imediato posição, reafirmando que a resposta a mais esta acção do patronato só pode ser o reforço da unidade e determinação dos trabalhadores.


Basta de Injustiças

Unidos os trabalhadores Vencerão

Os trabalhadores da SPdH estão descontentes e unidos para fazer frente à tentativa de descriminação salarial e redução dos seus direitos e aumento da sua exploração que a empresa lhes vem tentando impor.

Neste sentindo e visando este objectivo nos últimos dias têm sido desenvolvidas enormes pressões e tentativas visando desmobilizar os trabalhadores, estas acções feitas pela empresa são uma clara violação da lei e da Constituição da Republica.

Como se tal não fosse suficiente grave, acresce ainda agora a ilegal definição de serviços mínimos por parte do Governo a pedido da empresa, como mais uma peça no ataque aos direitos dos trabalhadores e contra o direito a greve conquistado com o 25 de Abril.

Os Militantes comunistas da SPdH afirmam que não aceitam esta acção de pressão, chantagem e discriminação, violadora da Constituição da República Portuguesa. Não aceitam e relembram os trabalhadores da SPdH que, como tinham alertado seriam estes os primeiros a sentirem as negativas consequências do processo privatizador, como a realidade social da empresa o confirma.

E apontam a todos os trabalhadores da SPdH, como o caminho seguro e certo para defender os nossos direitos e interesses a participação massiva na luta.

Célula do PCP na TAP e SPdH

Lisboa 30 Novembro de 2007

 

Comunicado Conjunto SIMA – SINTAC – SQAC – SITAVA:

REFORÇAR  A  LUTA

No dia 23 de Novembro (última 6ª feira) teve lugar a segunda reunião de conciliação no Ministério do Trabalho, não tendo sido possível qualquer acordo dada a posição da representação da SPdH.

Perante as alegadas dificuldades da empresa, os sindicatos avançaram com a demonstração da razão que assiste aos trabalhadores, contestando argumentos e responsabilizando a Administração pelo que podemos mesmo considerar como má gestão.

Não é aceitável que sejam os trabalhadores a pagar tais erros, tanto mais que o valor monetário em causa para evitar a exclusão de alguns (os que menos ganham) é ridículo: inferior a 40.000 €/mês.

Pela parte do Ministério foi sugerido (e aceite) que a empresa marcasse reunião com os sindicatos fora da sede de conciliação, ou seja, na empresa, para tentativa de acordo, retomando-se a conciliação no Ministério no dia 3 de Dezembro, pelas 16H00. Não havendo acordo, passar-se-á à segunda fase do processo – Mediação. Até lá não podemos nem devemos deixar de cumprir o que está decidido, ou seja:

    → No dia 1 de Dezembro próximo, às 00H00 e conforme decidimos nos plenários, inicia-se uma greve (a juntar à anterior que se mantém) de 2 horas por turno, nos moldes que se descrevem:

AVISO PRÉVIO DE GREVE

    → 2 horas de greve no fim da jornada de trabalho, nos horários de trabalho cujas entradas ocorram entre as 02H00 e as 11H30, inclusive,
    → 2 horas de greve no fim da jornada de trabalho, nos horários de trabalho cujas entradas ocorram entre as 23H00, inclusive e as 02H00, exclusive,
    → 2 horas de greve no início da jornada de trabalho, nos horários de trabalho cujas entradas ocorram após as 11H30 e até às 23H00, exclusive.