O encerramento de esquadras da PSP, o desinvestimento nas instalações, que nem sempre dispõem das condições adequadas para os profissionais das forças de segurança, e sobretudo a insuficiente valorização das carreiras e das remunerações destes profissionais são fatores críticos, indissociáveis das dificuldades existentes para recrutamento de mais polícias.
O Relatório Anual de Segurança Interna demonstra que, na PSP, mesmo com o incumprimento do estatuto e retenção de polícias além dos 55 anos na efetividade de funções, as 458 entradas contrastam com 895 saídas, resultando num saldo negativo na ordem de 450 efetivos num só ano.
O PCP rejeita uma retórica que procura exacerbar o medo junto das populações mas reconhece que tem existido um desinvestimento no policiamento de proximidade, parte integrante de uma abordagem preventiva à problemática da segurança.
Assim, o PCP propôs que o Executivo da CML exigisse ao Governo a valorização das carreiras, das remunerações e das condições de trabalho dos profissionais das forças de segurança.
PSD, CDS, IL e Chega votaram contra a moção proposta pelo PCP.
O PCP continuará a lutar para que os profissionais das forças de segurança tenham os seus direitos reconhecidos e garantidos!
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