O que vai a Câmara Municipal fazer perante o risco de despejo de 8 famílias depois da proposta de indemnização do Metropolitano de Lisboa?
Em Alcântara, 8 famílias (20 pessoas), residentes num prédio municipal, receberam em novembro um ofício da empresa Metropolitano de Lisboa dando informação da declaração de utilidade pública, com carácter de urgência, com vista à expropriação do prédio.
Já em dezembro foram feitas as vistorias às habitações e em fevereiro as famílias recebem novo ofício informando dos montantes de indemnização propostos, para que saíssem das habitações e no dia 19 de fevereiro, foi anunciado que o metropolitano tomará posse do edifício preparando-se para desencadear o processo de despejo.
Todo este processo é feito sem que os residentes recebam qualquer informação por parte da Câmara Municipal de Lisboa (CML).
O Vereador do PCP questionou Carlos Moedas, através de requerimento, entregue no dia 10 de fevereiro e já hoje na reunião de Câmara reiterou o pedido de esclarecimentos, uma vez que não recebeu qualquer resposta.
A organização local do PCP já esteve no prédio da Rua da Cruz a Alcântara, prestando solidariedade e dando conta do requerimento apresentado na CML.
Para o PCP é inaceitável a Câmara Municipal não ter tomado medidas preventivas com vista a garantir o realojamento das famílias suas inquilinas. É igualmente inaceitável a solução apresentada pelo Metropolitano passando para as famílias o ónus de procura de habitação num mercado habitacional totalmente inacessível para famílias de baixos rendimentos.
Consulte aqui o requerimento:





