Por uma política cultural para a cidade digna e sem discriminações

No passado dia 20 de janeiro, a eleita do grupo municipal do PCP, Sofia Lisboa, reafirmou que Lisboa precisa de uma política que reconheça a cultura como um fator de emancipação individual e social, e que a democratização cultural exige o apoio aos agentes culturais da cidade e o fim da elitização do acesso aos equipamentos municipais.

Na sua intervenção denunciou ainda que, apesar das sucessivas propostas e deliberações anteriores, a cidade continua sem ter um Conselho Municipal de Cultura. Esta ausência é um sintoma do medo da participação democrática.

Lisboa vive hoje uma ausência deliberada de uma política cultural democrática, substituída por uma visão mercantilista que exclui os criadores locais e os cidadãos da tomada de decisão. Fala-se de “excelência”, de “eficiência”, de “gestão moderna”. Mas o que encontramos, na realidade, é a continuação e o aprofundamento de uma lógica neoliberal que trata a cultura como produto de transação, os equipamentos públicos como ativos económicos e os trabalhadores como um custo a reduzir. A cultura pública faz-se com trabalhadores valorizados, com carreiras dignas, com investimento estável e previsível.

Leia aqui a intervenção na íntegra: