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PCP realiza VII Assembleia de Organização da Cidade de Lisboa

 

pcp viiassembleiaorlRealizou-se no passado sábado, dia 14 de Maio, a VII Assembleia de Organização da Cidade de Lisboa do PCP, no auditório da sede da União de Associações de Comércio e Serviços de Lisboa, que contou com a participação de 177 Delegados e mais de 90 convidados. No período de discussão da proposta de Resolução Política, e das várias intervenções que daí decorreram ao longo do dia, refletindo o balanço do trabalho desenvolvido pelo Partido desde a última Assembleia e perspetivando novos desafios futuros de trabalho e de luta, destacam-se temas como o Partido nas empresas e locais de trabalho e a criação de novas células de empresa, a luta dos trabalhadores e das populações na cidade de Lisboa e as suas prioridades imediatas.

 

Da intervenção de abertura da Assembleia, realizada por Gonçalo Tomé, membro do CC e responsável pela organização da Cidade de Lisboa, destacam-se: o quadro político em que esta Assembleia se realiza, caracterizando económica e socialmente a cidade de Lisboa; a necessidade de romper com atual politica desenvolvida pelo PS/Medina e afirmar o projeto alternativo e de mudança que o PCP preconiza para a Cidade; as prioridades de reforço do Partido para alcançar os objetivos que a Assembleia traçou para o imediato e para os próximos anos. “A Cidade e o povo de Lisboa precisam de um PCP mais forte”, foi o mote para o arranque dos trabalhos.

Entre mais de 40 intervenções, boa parte delas incidindo sobre o trabalho do Partido e as referências às componentes do seu reforço, destaca-se ai também as que refletiram o balanço do trabalho dos eleitos do PCP no Município de Lisboa ao longo deste mandato, reforçado nas intervenções dos vereadores na Câmara Municipal de Lisboa, João Ferreira e Carlos Moura, caracterizando a gestão camarária do PS na cidade e afirmando que “só um projeto de mudança e uma política alternativa podem garantir que Lisboa preserve a sua história e recupere as suas características populares, e assegurar o futuro de uma Cidade de progresso e desenvolvimento para todos, afirmando-se, nos vários planos, como exemplo de gestão democrática, participada e transparente, capaz de proporcionar uma vida melhor para quem nela vive, trabalha e visita”.

 

Foram vários os temas abordados nas intervenções: como a Festa do Avante, o Movimento Associativo Popular, o trabalho com e junto dos reformados, a luta das mulheres, os efeitos nefastos da Lei das Rendas, a prioridade de intervenção nos Bairros Municipais e as problemáticas das populações das freguesias da cidade mereceram igual importância durante toda a discussão.

 

Assim como o papel da JCP junto dos jovens trabalhadores desenvolvendo lutas para resolução dos problemas nos seus postos de trabalho nomeadamente nos Centros de Contacto e nas grandes superfícies comerciais onde já se conseguiram algumas conquistas com a luta organizada que travaram.

 

Nesta Assembleia foi aprovada uma Moção “Por Mais e Melhores Transportes Públicos” e uma Resolução de “Afirmação de um Projeto Alternativo e de Mudança para Lisboa”.

Foi aprovado o Projeto de Resolução Política, que será um bom instrumento de trabalho para orientar o trabalho futuro, e eleito o novo Organismo de Direção da Cidade de Lisboa composto por 47 membros.

 

Coube a Armindo Miranda, membro da Comissão Política e responsável pela Organização Regional de Lisboa, encerrar os trabalhos desta Assembleia. Na sua intervenção reforçou a ideia de que é cada vez mais necessário continuar o trabalho de ligação do Partido às massas, pois “este objetivo é o alimento do nosso Partido”, tal como escreveu Álvaro Cunhal “as organizações do Partido têm que estar voltadas para fora”, in «Um Partido Com Paredes De Vidro». Quanto mais forte for a ligação às massas, maior será a luta das massas.

 

Valorizou o objetivo que esta Assembleia decidiu para o recrutamento nas empresas e locais de trabalho até à próxima Assembleia, referindo ser um objetivo audaz mas alcançável. “Ao Partido compete levar a felicidade a casa dos portugueses”. “Foi o Partido que deu o principal contributo para a derrota da direita nas últimas Eleições Legislativas”, referiu Armindo Miranda.

 

“O PCP mantem a sua independência e autonomia intactas e sem qualquer dependência do acordo político com o PS. Pretende-se aumentar os salários e as reformas, criar condições para haver melhor e maior poder compra, apostar na riqueza do país e na sua produtividade e garantir a fonte de receitas da Segurança Social que resultará dos contributos dos trabalhadores e da diminuição do número dos desempregados.

 

Valorizou a aquisição dos fundos para a compra do novo terreno da Festa do avante e realçou a realização do XX Congresso do PCP em Dezembro e que este será mais uma demonstração de força do Partido.

Terminou realçando o ideal comunista, da sua atualidade e força.