Na última Assembleia Municipal de Lisboa, a deputada Natacha Amaro denunciou a gestão do edificado na capital, expondo o abismo entre a retórica oficial e a degradação real dos bairros. Através de dois casos críticos — o Quartel da Graça e o Pátio da Quintinha — o PCP demonstrou como o património histórico e o direito à habitação estão a ser sacrificados em favor da especulação imobiliária.
Quem defende a especulação e quem defende a cidade? O caso do Quartel da Graça.
A deputada municipal Natacha Amaro demonstrou como o património histórico e o direito à habitação estão a ser sacrificados em favor da especulação imobiliária.
Concedido em 2019 ao programa REVIVE para a criação de um hotel, o edifício enfrenta hoje um “esmagador incumprimento” contratual.
Sete anos depois, não há obras (que deveriam ter terminado em 2023) e o edificado continua devoluto. Não há provas de pagamento das rendas devidas ao Estado (1,79M€/ano) nem das multas por incumprimento. O novo projecto aprovado em 2024 duplica a capacidade hoteleira, asfixiando ainda mais o bairro da Graça.
É urgente a revogação imediata da concessão e devolução do imóvel à esfera pública, garantindo que o espaço responda às carências de habitação e equipamentos sociais através de um processo de participação pública.
O PCP propõe a revogação imediata da concessão e devolução do imóvel à esfera pública, garantindo que o espaço responda às carências de habitação e equipamentos sociais através de um processo de participação pública.






