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PCP analisa estado da Saúde em Benfica

 benfica reuniao saudeNo âmbito dos contactos que vêm sendo efetuados para o apuramento de dados e realidades na Freguesia de Benfica, o eleito na Assembleia da Freguesia de Benfica, João Carlos Pereira, o vereador do PCP na Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moura, o deputado do PCP na Assembleia da República, David Costa, e duas camaradas da organização local, reuniram no passado dia 27 com a Diretora Executiva do Agrupamento de Centros de Saúde Lisboa Norte, Dra. Manuela Peleteiro, a coordenadora médica e as responsáveis pelos sectores de enfermagem e serviços administrativos da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Benfica.

 

Neste encontro foi abordada a situação das Unidades de Saúde da freguesia e do agrupamento de Centros de Saúde Lisboa Norte (ACES), que a responsável diz poder considerar privilegiado, já que, embora não existam Médicos de Família para todos os utentes inscritos, há algum equilibrio comparativamente a zonas como Sintra e Amadora, por exemplo. Porém, a situação é de acentuada carência. Há 20 mil utentes inscritos nos centros de saúde deste agrupamento que continuam sem Médico de Família.

 

Para alcançar a relação médico/utente estabelecida, seria necessário a contratação de, pelo menos 13 médicos. Enfermeiros seriam 50 e, no que diz respeito a técnicos administrativos, a situação é dramática, chegando a ser impossível o atendimento telefónico durante alguns períodos do dia. Segundo a Dra. Manuela Peleteiro, perante o quadro orçamental não há perspetivas de alterar esta situação.

 

Um dos pontos mais discutidos na reunião foi o da situação no Bairro da Boavista onde, numa anterior visita às estruturas e encontro com a Comissão de Moradores, tinhamos registado descontentamento e apreensão relativamente ao futuro da Unidade de Saúde Familiar. Efetivamente, a Comissão de Moradores e os utentes do Bairro da Boavista têm razões para recear.

 

Como agora se apurou na reunião com a Diretora Executiva do Agrupamento, a Unidade de Saúde Familiar do Bairro da Boavista, criada e equipada em 2012, e dispondo nessa altura de dois médicos, perdeu entretanto esse caráter, aparentemente porque os utentes preferem continuar a ser atendidos noutras unidades de saúde da Freguesia. É atualmente, assumidamente, uma Unidade de Prestação de Serviços, assegurando apenas o atendimento de situações agudas. Além da redução para um único médico, e suprimido o programa de Saúde Materna e Saúde Infantil, o horário das consultas, inicialmente até às 16:00 horas, de segunda a sexta-feira, termina agora às 13:00 horas. Na falta deste, por doença ou outro motivo, nao está garantida a sua substitução.

 

Na realidade desistiu-se da Unidade de Saúde Familiar e nada aponta para que haja um plano que assegure o completo aproveitamento das ótimas instalações e equipamento existente, um plano que responda às necessidades duma população onde aumenta o número de pessoas idosas em situação de carência económica, com acrescidas dificuldades de locomoção e mal servida de transportes.