Perante a apresentação realizada por Carlos Moedas sobre a informação escrita do presidente no passado dia 24 de Fevereiro, a eleita municipal do PCP, Sofia Lisboa, confrontou o executivo camarário com os danos causados pela depressão Kristin nos equipamentos e locais de trabalho municipais e no resto da cidade.
Foi mencionado pelo presidente Carlos Moedas que o dispositivo municipal de emergência foi accionado, mas o essencial não é apenas o que foi accionado — é o estado em que ficaram os edifícios e equipamentos municipais. Arquivos com infiltrações, bibliotecas inundadas, escolas com pavilhões encerrados, quartéis com tectos a cair, museus e monumentos afectados. Não são episódios isolados. São problemas recorrentes de falta de manutenção e intervenções insuficientes.
Lisboa enfrenta fenómenos climáticos cada vez mais intensos. Isso exige prevenção séria, investimento estrutural e transparência no levantamento de danos e no calendário de reparações. A cidade não pode viver em modo reactivo permanente. É preciso planeamento, manutenção e serviços públicos robustos. Lisboa tem de estar preparada.
Veja aqui a intervenção na íntegra: