Em Vila Franca de Xira, com o PS, a democracia fica mais pobre

Na sequência das Eleições Autárquicas do passado dia 11 de Outubro, foram eleitos três vereadores da CDU para o novo executivo camarário, Nuno Libório, Bernardino Lima e Ana Lídia Cardoso.

Porém na primeira Reunião de Câmara Municipal realizada no passado dia 4 de Novembro, o PS não atribuiu qualquer responsabilidade aos eleitos da CDU, força a que não foi solicitada qualquer  tipo de opinião sobre os problemas do concelho, propostas e disponibillidade para assumir responsabilidades na gestão dos destinos do concelho, facto que espelha a visão de democracia que o PS em Vila Franca de Xira tem e na qual a CDU não se revê. É caso para dizer, com toda a justiça, que com o PS, a democracia fica mais pobre, e quem perde somos todos nós.

Ao longo dos anos em que a CDU foi a força maioritária no concelho de Villa Franca de Xira sempre procurou em conjunto com as restantes forças políticas constituir um executivo camarário e definir um projecto de acção que correspondesse à vontade expressa pelos cidadãos nos actos eleitorais. Também em 2009, nas freguesias onde a CDU foi a força mais votada, a CDU ouviu as restantes forças políticas, as suas preocupações, propostas e disponibilidade para integrar os executivos.

O pacto entre PS e PSD no concelho de Vila Franca de Xira, espelhado na atribuição de responsabilidades na Câmara Municipal, e a indisponibilidade para ouvir a CDU, prova mais uma vez que só com esta força política é possível uma nova política no concelho. Uma política de esquerda ao serviço das populações.

Deste modo, será de esperar da CDU, como sempre, a participação construtiva e trabalho de oposição com soluções, garantindo a exigência de novas políticas em áreas relevantes por uma vida melhor como, por exemplo:

– na defesa do Poder Local face às tentativas permanentes de desvalorização do seu conteúdo e função social, não abdicando a CDU da necessidade de se revalorizar e mesmo ampliar as funções públicas da autarquia, nas quais incluímos a gestão da água, a recolha dos resíduos, o tratamento dos efluentes, a conservação do espaço público e jardins, a gestão dos equipamentos, entre outros;

– no desenvolvimento de uma política pública de ordenamento do território que faça um combate, sem tréguas, à especulação imobiliária, pressupondo uma revisão do Plano Director Municipal com critérios e amplamente participada pelas populações, a promoção da habitação a custos controlados, a legalização das AUGI, e, por fim, a revitalização e requalificação urbana;

– na defesa de uma política fiscal mais justa, não descurando as receitas da Câmara, como, por exemplo, na diminuição das taxas de IMI e na ponderação das taxas da derrama;

– na elaboração de uma política de acessibilidade e mobilidade que retire do papel as variantes da Alverca e Vila Franca de Xira, aumente a oferta de estacionamentos públicos e promova o transporte público;

– na definição de uma política de ambiente que acelere a entrada em funcionamento das etar´s, do controlo da co-incineração em Alhandra e da qualidade do ar em geral;

– na construção de uma política sócio-cultural participada e descentralizada com a construção de recintos culturais em Castanheira do Ribatejo e Póvoa de Santa Iria, com a ampliação da rede de bibliotecas, dando ênfase para a de Vila Franca de Xira, e com o apoio pleno e regular ao movimento associativo;

– na defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde, exigindo a resolução da falta de médicos de família, da falta de unidades de saúde no Sobralinho e nas freguesias rurais, da necessidade de se projectar um novo hospital, mas gestão pública;

– na defesa do emprego com direitos, através da criação de parques indústrias e tecnológicos, de uma política que defenda os micro, pequenos e médios empresários, e de uma política que promova e atraia o investimento qualificado e produtivo;

– na defesa de uma autarquia orientada para o futuro e para a permanente qualificação dos seus trabalhadores, apostando no uso regular da Opção Gestionária, na modernização administrativa, no arranque do projecto de novas instalações, no diálogo com as estruturas representativas dos trabalhadores e no permanente envolvimento dos trabalhadores na dinâmica municipal.

Assim, considerando os motivos referidos que tiveram como consequência a exclusão da CDU na assumpção de responsabilidades no executivo municipal, a CDU votou contra a proposta apresentada de atribuição de responsabilidades no novo executivo camarário.

Da parte da CDU fica a certeza de que todos os compromissos assumidos com as populações serão cumpridos. Por uma vida melhor!

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