Não recondução em teatros e museus

Em poucos dias, tornaram-se públicos dois afastamentos: Francisco Frazão não permanecerá na direção artística do Teatro do Bairro Alto; Rita Rato não é reconduzida no cargo de directora do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade. Em ambos os casos, os directores encontravam-se em regime de comissão de serviço e foram afastados sem que a EGEAC tenha apresentado quaisquer motivos ou critérios objectivos que justifiquem estas decisões.

Os dois equipamentos em causa têm percursos reconhecidos: as suas direções cessantes deixam balanços positivos em matéria de exposições, iniciativas culturais, captação de novos públicos e envolvimento da comunidade. 

Para o PCP, a política cultural do município deve assentar em critérios de transparência, estabilidade e valorização dos projectos que contribuem para o desenvolvimento cultural da cidade e para a formação de uma cidadania crítica e democrática. Este padrão de afastamentos levanta dúvidas e preocupações sérias sobre as motivações do actual executivo da CML, sobre a futura linha da política cultural que pretende desenvolver na cidade.

O Vereador do PCP na Câmara Municipal de Lisboa, João Ferreira, apresentou dois requerimentos ao Presidente Carlos Moedas exigindo esclarecimentos sobre as decisões de não recondução das direções de  ambos os equipamentos culturais municipais tutelados pela EGEAC, nomeadamente exigindo respostas sobre quais os critérios que determinaram estas decisões, quais as orientações estão previstas para o futuro destes equipamentos.