Elevador da Glória – Um ano depois, das lições às exigências para o futuro – quase tudo por fazer!

Um ano após o acidente do Ascensor da Glória, o PCP homenageia as vítimas e manifesta solidariedade às suas famílias, lamentando que continue por concluir um apuramento cabal e rigoroso de causas e responsabilidades. Registamos ainda com preocupação as incongruências entre declarações públicas do Presidente da CML assegurando ter sido prestado total apoio às vítimas e respectivas famílias e as notícias e reportagens exibidas na comunicação social, com testemunhos de vítimas que denunciaram a falta de apoio e de acompanhamento por parte da CML.

Os elementos já divulgados pelo GPIAAF desmentem aspectos centrais do discurso inicial da Câmara Municipal de Lisboa e da CARRIS, ao identificarem falhas acumuladas no processo de aquisição e aplicação dos cabos, registos de manutenção que não correspondem às tarefas efectivamente realizadas e um modelo de manutenção externalizada exercido sem supervisão técnica do prestador de serviços.

Para o PCP, a investigação não pode ficar limitada às circunstâncias técnicas e materiais do acidente: é indispensável avaliar as opções estratégicas que, desde 2007, desmantelaram as capacidades oficinais internas da CARRIS e fragilizaram o conhecimento técnico acumulado na empresa. Um ano volvido, o Presidente da Câmara nada fez para concretizar a proposta apresentada pelo PCP e aprovada por unanimidade, que determinava esse diagnóstico e a avaliação das condições de internalização de recursos e competências, tendo antes dado passos para consolidar a externalização. O PCP exige que sejam garantidos os meios para que os resultados das investigações em curso sejam apurados e divulgados com brevidade, e que a Câmara, em articulação com o Governo, estabeleça sem delongas um calendário para a reposição em funcionamento, com todas as condições de segurança, dos ascensores da Glória, da Bica e do Lavra e do Elevador de Santa Justa.