O presidente da Câmara não é o dono da Cultura

O presidente da Câmara não é o dono da Cultura. As não reconduções das direcções no Teatro do Bairro Alto e do Museu do Aljube trouxeram o tema da cultura e da política cultural na cidade de Lisboa para o centro do debate público. Por essa razão, o PCP entendeu que a Assembleia Municipal de Lisboa deveria promover um debate de actualidade, permitindo às várias forças políticas clarificar as suas posições e, sobretudo, dando ao Executivo a oportunidade de prestar os esclarecimentos que até agora têm faltado:

  • Quais foram os critérios efectivos para estas decisões?
  • Que avaliação foi feita do trabalho das direcções cessantes?
  • Que garantias existem de continuidade dos projectos e das equipas?
  • E que modelo de governação cultural está, afinal, a ser seguido?

O Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa optou por continuar a fugir às perguntas, reagindo como se o debate público, a transparência e a exigência duma política cultural realmente pública e democrática fossem uma excentricidade.

Para o PCP devem ser as populações de Lisboa a decidir qual é o caminho, para onde deve ir a cultura, como incentivar as diferentes formas de participação, que recursos são necessários para apoiar as estruturas.