Apresentação Lumiar

Lumiar. Num jardim também fruto do trabalho da CDU mostra-se que é possível mudar a cidade

 
Apresentação LumiarFoi na Quinta das Conchas que foi apresentada a lista da CDU à freguesia do Lumiar. Um local simbólico, dado que a sua existência resulta do empenho dos membros do PCP, dos Verdes e de outros democratas e independentes quando tiveram responsabilidades na governação de Lisboa.
 
Perante dezenas de activistas, neste jardim utilizado por milhares de lisboetas em dias de sol, o mandatário da lista da CDU à freguesia do

Lumiar, o médico Carlos Silva Santos; o cabeça de lista da CDU à freguesia, o também médico João Camilo, e João Ferreira, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, apresentaram a lista e deram argumentos para que os eleitores, da mais populosa freguesia de Lisboa, votem na CDU.
 
O mandatário, Silva Santos, começou por explicar a feliz coincidência da escolha do lugar em que a lista foi apresentada. “Temos muitos bons amigos, companheiros e camaradas; temos um programa claro e sucinto. Temos uma tradição de trabalho bem-vista. Não há nenhuma obra positiva na freguesia e na cidade que não tenha o dedo da CDU. Este mesmo local [o Jardim da Quinta das Conchas] é um local que tem o contributo histórico do PCP”, disse.
 
Para o médico Silva Santos, as pessoas querem uma nova orientação política para a freguesia e para a cidade, e é preciso que o reconhecimento do trabalho dos eleitos da CDU se transforme em voto, no dia 26 de Setembro.
 
“Que sejam ultrapassadas as confusões, os mal-entendidos, os favores que por aqui passam, as corrupções e outros esquemas que têm desfigurado a cidade. A verdade é que é preciso ser coerente na oposição: nós não estamos de acordo com a gestão da cidade e devemo-nos juntar para a acção” e mudar as coisas, acrescentou.
 
“Ao povo do Lumiar desejava dar uma palavrinha na arte de bem-trabalhar em campanha eleitoral. Primeiro, é participar e estar presente. Dar força a todos, indo para a luta. Mas há outra, não nos devemos esquecer, que é a nossa capacidade individual de trabalhar. Todos nós temos amigos, camaradas e companheiros, sabemos muitos telefones e muitos emails. Tenhamos coragem. Se não for possível dar uma palavrinha aquele amigo, com quem não temos um grande à vontade, mandamos um email. Não vai a alma toda, mas vai a mensagem”, sugeriu Silva Santos, acrescentando que, no dia seguinte, o eleitor convencido pode dizer: “Desta vez vamos dar um passo em frente para uma cidade mais justa”.
 
O cabeça de lista da CDU ao Lumiar, João Camilo, disse que o compromisso da coligação com as populações da freguesia é ter a capacidade de ouvir sobre tudo o que é mais importante para as populações e dedicar-se totalmente ao desafio de melhorar a cidade e a freguesia com “trabalho, honestidade e competência”, que são apanágio da CDU.
 
 
Quebrar 20 anos de más políticas
 
João Camilo fez o retrato dos principais problemas da freguesia do Lumiar: “O nosso Lumiar é uma freguesia com muitos contrastes, a par de zonas com rendimentos altos e médios altos, existem vários núcleos de pobreza e exclusão social”. Para combater estas desigualdades, é preciso uma política que aposte nos serviços públicos nas áreas da saúde, habitação, educação e segurança social, o que não é infelizmente o caso, sublinhou. “No Lumiar coexistem estabelecimentos de ensino privados com escolas públicas que foram deixadas degradar. É notória a falta de estruturas de saúde em quantidade e qualidade, no que se refere aos cuidados primários. Isto é uma situação que me toca particularmente: em vésperas de fazer quase 50 anos de actividade profissional como médico, toca-me muito o facto do Centro de Saúde do Lumiar estar instalado num prédio de habitação com condições inadequadas para os utentes, e incrivelmente más para quem lá tem de trabalhar. É inaceitável. É certo que há dias, provavelmente pela proximidade das eleições, se inaugurou um Centro de Saúde na Alta de Lisboa, mas o Centro de Saúde do Lumiar continua a funcionar nas mesmas condições. Para além disso, toda a zona ocidental da freguesia, conhecida por Telheiras, não tem uma única estrutura de saúde numa área importante e com muita gente. As instalações desportivas são escassas. Os excelentes espaços verdes, de que este é um bom exemplo, necessitam de animação, manutenção e segurança; os lares da terceira idade são em número reduzido e sem preços adequados à capacidade da maioria das pessoas. Não há coordenação e frequência suficiente nos transportes públicos. No sector da habitação, a especulação imobiliária campeia. A habitação com preços controlados terá de ser promovida”, defendeu o candidato.
 
Para o cabeça de lista da CDU no Lumiar, “estes problemas não são novos. Durante décadas tanto PSD e CDS, como PS deixaram esta situação andar”. Só a CDU pode inverter esta situação”.
 
 
A solução passa por dar o poder às pessoas
 
João Ferreira encerrou a sessão, lembrando que a mudança em Lisboa terá de ser feita freguesia a freguesia, mas também em toda a cidade. A cidade tem de ser devolvida à população e retirada das mãos dos especuladores imobiliários.
 
“O João Camilo deixou um retrato desta freguesia do Lumiar. Na diversidade, que a freguesia compreende – é a maior freguesia de Lisboa em termos de população -, encontramos aqui um pouco dos problemas da cidade, como olhamos para a situação da especulação imobiliária que tem empurrado o preço da habitação para níveis incomportáveis para quem aqui quer viver. É uma situação que começou no centro histórico, mas como a CDU disse que aconteceria, se espalhou rapidamente a toda da cidade. Dissemos, que se continuassem as políticas a nível da autarquia e governamental, que isso aconteceria, e aconteceu. Toda a cidade foi arrastada para esta voragem da especulação imobiliária”, afirmou João Ferreira.
 
Para o candidato da CDU à presidência da CML, o primeiro passo é devolver a capacidade de decisão às pessoas. “Esta cidade tem sido governada afastando as pessoas daquilo que são decisões importantes das suas vidas”, a CDU sublinha a importância de devolver a voz às pessoas para se poder mudar o Lumiar, todas as freguesias e Lisboa, disse para finalizar.
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